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Setor10 de março de 2026 7 min de leitura

Tendências em cozinhas industriais para 2026

Eficiência energética, equipamentos compactos, indução e novos requisitos de sustentabilidade. O que vamos ver mais nas cozinhas portuguesas este ano.

Por Gonçalo Henriques

Diretor Comercial @ Globalinox

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Zona de preparação numa cozinha moderna

Os projetos de cozinha que entram em obra em 2026 são visivelmente diferentes dos de há cinco anos. A subida do preço da energia, a pressão regulatória sobre emissões e a dificuldade em encontrar mão de obra estão a mudar a forma como se desenha uma cozinha profissional em Portugal.

Indução a substituir gás em mais zonas

A indução deixou de ser uma opção de nicho. Em cozinhas urbanas, restaurantes em centros comerciais e espaços com licenciamento difícil, os planos de indução substituem fogões a gás com vantagens evidentes — menos calor radiante na cozinha, menos consumo, menos custo de exaustão.

Equipamento compacto e multifunção

Restaurantes mais pequenos, cartas mais focadas e arrendamentos mais caros pressionam para cozinhas menores. Fornos combinados de bancada, lavagem por túneis compactos e bancadas frias com várias funções estão a ganhar terreno. O fabrico por medida torna-se ainda mais relevante para tirar partido dos centímetros disponíveis.

Sustentabilidade que se mede

  • Recuperação de calor de máquinas de loiça para pré-aquecer águas sanitárias
  • Sistemas de exaustão variável que ajustam caudal à ocupação real
  • Iluminação LED dentro de coifas e zonas de trabalho, com sensores
  • Câmaras frias com painéis de maior espessura e portas mais herméticas
  • Reaproveitamento de inox em substituições, com peças refabricadas em oficina

Mão de obra: cozinhas pensadas para equipas mais pequenas

A escassez de profissionais qualificados está a moldar layouts. Cozinhas mais lineares, com menos passos entre estações, e equipamentos automatizados onde faz sentido — desde fritadeiras com cestos automáticos a estações de lavagem semiautomáticas. O objetivo é simples: permitir o mesmo serviço com menos pessoas, sem perder qualidade.

O que recomendamos a quem vai investir este ano

Não copiar projetos antigos. Visitar cozinhas recentes do mesmo segmento, falar com chefs em operação, e pedir ao fornecedor um estudo de eficiência energética antes de decidir. Uma cozinha bem desenhada paga-se a si própria em 3 a 5 anos só em poupança operacional — e abre portas a uma operação mais sustentável.

Vamos trabalhar juntos

Um projecto em mente? Falamos.