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Imprensa12 de novembro de 2025 6 min de leitura

Da pastelaria à cervejaria histórica: a Vá-Vá no Bairro Azul

A história da Vá-Vá em Alvalade, dos pregos lendários aos azulejos de Menez. Uma casa que regressa equipada para os próximos 20 anos.

Por Observador

Reportagem · observador.pt

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Interior da Cervejaria Vá-Vá

A Vá-Vá abriu em 1958 como pastelaria do Bairro Azul, em Alvalade. Em poucos anos transformou-se na cervejaria e marisqueira que toda a Lisboa conhece — uma daquelas casas onde gerações inteiras de famílias passaram a tarde de domingo ao balcão.

Um espaço com assinatura artística

O painel de azulejos do artista Menez, que cobre as paredes da sala principal, é parte integrante do imóvel desde a fundação. Qualquer intervenção tinha de partir da preservação destes elementos: novas instalações técnicas, novas cozinhas, mas o mesmo lugar.

Equipar uma casa que tem de durar

Quando um restaurante histórico reabre, o equipamento de cozinha não pode ser uma escolha imediata. Tem de durar a próxima década — idealmente as próximas duas. Foi essa a leitura que fizemos com os promotores da nova Vá-Vá: equipamento robusto, em inox AISI 304 na maioria das peças e AISI 316 nas zonas em contacto direto com salmoura e marisco.

  • 120 lugares no total: 12 balcão · 68 interior · 40 esplanada
  • Operação contínua das 12h00 à meia-noite
  • Carta centrada em pregos, marisco, arroz de lavagante e gambas
  • Equipamento dimensionado para 350+ refeições por dia

A imprensa cobriu a reabertura como acontecimento de bairro. Para nós, é mais um capítulo numa relação longa com a restauração de Lisboa: equipar bem, equipar para durar, e voltar a aparecer quando for preciso fazer manutenção.

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